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Quando na década de 60, do século XX, André Courréges e Paco Rabanne lançaram roupas confeccionadas de material plástico e fibras sintéticas, numa proposta arrojadamente futurista, acreditavam que alí, expostos sobre suas modelos encontravam-se o que de mais moderno havia em Tecnologia Têxtil. Na televisão, "National Kid" ainda não usava roupas com elastano, tampouco a "Barbarella" de Roger Vadin, apesar de usarem malhas. Esses dois personagens da riquíssima salada cultural desta década, apesar de ícones de toda uma geração, nem de longe podiam servir de termômetro à revolução que os japoneses fariam na moda, através do aprofundamente das pesquisas sobre as fibras químicas, que conduziriam à criação da microfibra ou microfilamento.Todos os sintéticos consumidos até então, principalmente o poliéster, eram desconfortáveis, calorentos e sem caimento, principalmente em versão de tecido plano.Os homens trajando camisa "Volta ao Mundo",  associada à calça de Tergal, junto às mulheres com seus twin-sets de Banlon, tentavam manter a elegância quase impossível, em função do desconforto proporcionado pelo uso destas fibras. A microfibra veio redimir as fibras químicas sintéticas, dando início à criação da 3ª Geração de Fibras Têxteis.
Com a microfibra o supostamente impossível aconteceu:
A fibra química sintética começa a ocupar um lugar de destaque na moda mundial:
-Microfibras que compõem os Tecidos Inteligentes
-Microfibras que deixam passar a transpiraçãO
- Que esquentam no frio e resfriam no calor
- Microfibras que são confeccionadas com chips que monitoram nosso sistema orgânico
- Microfibras que são perfumadas, germicidas e bactericidas. 
A Engenharia Genética, junto ao Projeto Genoma, por outro lado, conduziram as fibras naturais a um admirável mundo novo.
E Assim Caminha a Humanidade - quando pensamos que tudo já foi criado, surge mais uma novidade...
 

          AS FIBRAS BRILHOSAS DOS 
                    TECIDOS LÍQUIDOS

É de conhecimento generalizado que o elemento responsável pelo brilho da fibra é a sua forma; quanto mais lisa e circular for a fibra, mais brilho apresentará. Por isso, as fibras fabricadas em laboratório briham mais que as fibras naturais (a seda é uma exceção).
O brilho é um fenômeno físico de reflexão de luz, ou seja, ao encontrar uma superfície lisa, a luz é refletida com maior intensidade. Esse brilho será maior se,  além de lisa e circular, a fibra se apresentar não sob a forma de um único cilindro, mas de 3 cilindros juntos, formando um filamento trilobal; neste caso teremos 3 superfícies refletindo a luz.
Nos Tecidos Líquidos a superfície das fibras que compõe os fios, apresentam a superfície não só lisa, 
como multifacetada, o que faz com que o material apresente caimento e luminosidade, pois neste caso a luz é refletido por várias faces.
 


  filamento comum        trilobal             tecido líquido
 
 
 

  A FANTÁSTICA ROUPA DO SUPER-HOMEM

"Os químicos procuram reproduzir em laboratório as propriedades excepcionais da teia de aranha"

O kevlar, uma fibra sintética originada do poliamida tão forte quanto o aço e de grande resistência a impactos, utilizado na fabricação do coletes à prova de balas, poderá ser substituído por um fio de aspecto vulnerável, mas que figura entre os materiais mais fortes da natureza: "a teia de aranha".
Laboratórios do mundo inteiro competem para conseguir sintetizar o fio tecido pelas aranhas, que não somente permitirá confeccionar roupas de uso militar como também uma vestimenta que seja capaz de proteger o usuário de projéteis, como acontece, na ficção, com a roupa usada pelo Super-Homem.
Uma equipe dirigida por Randolph Lewis, da Universidade de wyoming, nos Estados Unidos, anunciou a intenção de produzir sedas sintéticas a partir das teias de aranhas sintéticas, obtidas por meio de engenharia genética. Os especialistas conseguiram copiar o gene que dá origem às proteínas que se combinam para produzir a seda. Um material que, segundo seles, poderá ser fabricado em escala industrial.
Por sua vez, a empresa britânica P.A. Techonology teria uma teia análoga à que é feita pelas aranhas - muito mais resistente à tração do que o aço - por meio de manipulção genética de bactérias e processos de fermentação.
Uma mosca bate em uma teia de aranha à uma velocidade equivalente à de um avião a jato e, no entanto, não provoca nenhum dano à teia.
São exatamente estas propriedades mecânicas da teia de aranha que os técnicos tentam reproduzir. 
O Exército americano analisou 50% da composição do fio segretado pela aranha panamenha Nephia Clavipes. Quando esse estudo estiver concluído, poderão ser confeccionados coletes à prova de balas tão leves quanto camisas de seda. Esse tecido, resistente a grandes deformações, será capaz de manter suas propriedades até 60°C abaixo de zero, além de  possuir a elasticidade da borracha. Mais uma vez o homem recorre à natureza em busca de soluções.

                 CABRA COM ARANHA

Você consegue apontar qualquer semelhança entre uma cabra e uma aranha? Bem, pelo menos nos laboratórios de uma empresa de biotecnologia canadense as duas espécies têm sim, algo em comum: a produção de teia. Isso memo, a mesmíssima teia com graus de qualidade  e resistência semelhantes. Parece imaginação, mas o serviço noticioso da televisão britânica BBC, anunciou que cientistas daquele país, conseguiram isolar  o gene da aranha responsável pela síntese da proteína usada na fabricação dos fios das teias e implantá-los no DNA da cabra. O resultado foi a criação de um animal que terá a função fabricar teias de aranha em larga escala, por mais exótico que ossa parecer. Com a alteraçào genética, a empresa de biotecnologia Nexia pretende que as cabras produzam um leite rico em proteínas de aranha que possam ser processadas e transformadas em fibras semelhantes às produzidas pelos aracnídeos, material reconhecido como extremamente forte e flexível. Animais transgênicos e clonados não são novidade.  Em 1998, a própria Nexia,  produziu sua primeira cabra geneticamente modificada para sintetizar uma proteína humana. Um ano depois foi a vez de os cientistas partirem para a clonagem e criare em laboratório 3 cabritinhos. Agora com Webster e Peter, as recém- criadas matrizes com genes de aranha, associaram os dois processos e esperam os resultados das experiências. 
 Em 1998, a própria Nexia,  produziu sua primeira cabra geneticamente modificada para sintetizar uma proteína humana. Um ano depois foi a vez de os cientistas partirem para a clonagem e criare em laboratório 3 cabritinhos. Agora com Webster e Peter, as recém- criadas matrizes com genes de aranha, associaram os dois processos e esperam os resultados das experiências. 
 
 

         PETER E WEBSTER: CABRITOS COM GENE 
                          DE ARANHA NO DNA 
Em breve deverão nascer os primeiros filhotes com a nova característica incorporada biologicamente. Os cientistas poderão conferir se o leite produzido pelas cabras apresenta as qualidades já comprovadas em testes de laboratório, quando células mamárias isoladas in vitro produziram as proteínas do fio da teia de aranha. A dupla Webster e Peter representa o primeiro passo na direção de se produzirem as fibras em dimensões industriais, de acordo com a Nexia. É inviável cultivar aranhas como se faz como o bicho da seda por seu comportamento naturalmente agressivo. Já se tentaram experimentos com bactérias e outros seres vivos para produzir artificialmente as teias, sem resultado. Mas afinal para que serve tanta teia de aranha? Essa fibra é apontada como um dos mais fortes, leves e flexíveis materiais conhecidos na natureza. Tanto que a Nexia, batizou o produto a ser obtido do leite das cabras como BioSteel ou aço biológico. Para a empresa pode ser uma verdadeira mina de ouro, pois seus dirigentes acreditam que o produto, além de ser usado em situações que exijam força, leveza e resistência, como construçào de aeronaves, pode ter aplicações médicas.
Por ser um composto de proteínas compatível com o corpo humano, a fibra poderia ser utilizada, por exemplo, na fabricação de tecidos artificiais, como tendões. As promessas são muitas, mas os cientistas da Nexia, ainda têm um grande desafio pela frente. Eles ainda não sabem direito como vão conseguir tirar as proteínas que estão no leite e transformá-las em fibras. É uma situação semelhante à de dezenas de outros laboratórios que produzem porcos, bezerros, e ovelhas, como potenciais fábricas vivas de medicamentos ou de órgãos para transplantes, mas engatinham nas técnicas de produção.
 

 

         (VEJA, PAG. 62 30/08/00)

 TECIDOS QUE EVITAM ODORES E PROMOVEM
                AÇÃO ANTI-BACTERICIDA

A Pirituba Têxtil criou um tecido, que mistura uma microfibra  criada por eles, com um fibra de Acetato da Celanese. O resultado foi um tecido que evita odores e têm ação protetora contra fungos e bactérias, ação essa que acompanha toda a vida útil do material. O público alvo da empresa é o setor médico, porém nos Estados Unidos as pesquisas apontam para a confecção de peças de roupas que têm contato direto com partes do corpo onde a ação de microorganismos é mais intensa, como os pés, um exemplo deste tipo de roupa são as  "meias anti-chulé".
 

O COMPUTADOR DE VESTIR

As chamadas Smart Clothings não são oriundas das pranchetas dos grandes designs, mas dos laboratórios sofisticadíssimos do MIT(Massachussets Institute of Technology). Um de seus objetivos é aumentar a capacidade sensorial do usuário: a roupa pode, por exemplo, detectar objetos a distância, evitando o contato ou colisão. O pesquisador do MIT, Steve Mann deu um passinho além, está criando a "smart underwear" - uma roupa de dormir com sensores (por enquanto, nada confortáveis), que permitem controlar a temperatura no quarto em função das alteração na temperatura corporal. Muito do desenvolvimento dos computadores "vestíveis"originou-se da área militar. Um dos melhores exemplos é a Georgia Tech Wearable Motherboard, criada pela Universidade da Geórgia dos Estados Unidos. É uma camiseta protetora cujo nome em inglês, sugere algo como mãe "portátil".
De fato, a roupa tem a capacidade de monitorar as principais funções vitais de seu usuário. Esta roupa, criada com objetivos bélicos, por meio de sensores e fibras óticas integradas ao tecido, transmite a um centro médico a temperatura e a frequência cardíaca e respiratória do usuário. Essas informções auxiliam o médico a avaliar a gravidade de um soldado ferido em combate e priorizar o atendimento aos casos mais críticos.
Outros sensores podem ser integrados à estrutura. Detectores de níveis de oxigênio ou gases nocivos podem ser usados nos uniformes dos bombeiros, por exemplo. E, no futuro, esse sistema poderá também beneficiar a população civil. Médicos poderão monitorar seus pacientes, sem mantê-los no hospital, avaliando a pressão sanguínea, nível de açucar no sangue, e até, quem sabe? o estado emocional.
 
 

TECIDOS PERFUMADOS, VITAMINADOS, 
  HIDRATANTES E CALMANTES

A empresa japonesa Kanebo, na década passada, criou um tecido chamado "Esprit de Fleur", baseado numa técnica de microencapsulação para liberar perfume das fibras. Microcápsulas aderidas às fibras quebram gradualmente durante o uso, liberando perfume, de modo que o seja duradouro. Vitamina C, extratos nutritivos, hidratantes, repelentes de insetos e até medicamentos, como substâncias calmantes para insones, poderiam ser incorporadas a esses novos tecidos.

TECIDOS TÉRMICOS

Cientistas da Nasa, agência espacial americana, estão desenvolvendo um tecido (um dos poucos que merce verdadeiramento o nome de inteligente), que tem a capacidade de resfriar no calor e aquecer no frio, graças a uma substância chamada polietilenoglicol, que se funde a 20°C resfriando-se e se solidifica a baixas temperaturas emitindo calor.

O TECIDO QUE TRANSPIRA

Ele se chama Coolmax, é produzido pela Du Pont, e tem como proposta ser o primeiro tecido cientificamente projetado para satisfazer as necessidades de performance e conforto dos atletas.
O corpo se resfria por si só através da evaporação do suor. Mas se a umidade fica retida contra a pele pelo tecido, a evaporação é bloqueada, e o corpo não se resfria eficientemente. É onde aparece o Coolmax.
Este tecido é produzido com uma fibra de poliéster de 4 canais, especialmente desenvolvida, que transporta o suor para longe da pele. Como consequência, o atleta fica com o seu corpo seco, resfriado, e não tem que carregar peso adicional devido ao suor que fica retido no tecido de sua roupa. Coolmax trabalha em conjunto com o sistema de resfriamento natural do corpo. Em um processo de 3 fases, sua exclusiva fibra de 4 canais puxa a umidade para longe da pele. Em seguida, a umidade move-se através do tecido e evapora no ar. Coolmax tem permeabilidade permitindo que mais ar chegue à pele. Coolmax confere o perfeito equilíbrio do transporte da umidade, permeabilidade e secagem.
 
 

        SINTÉTICOS QUE NÃO PEGAM FOGO 

A roupa que salvou a vida do piloto Gerhard Bergard é feita de uma poliamida aromática que a Du Pont vende com o nome de Nomex e a Rhodia como Clevyl. Um tipo diferente de polímero é o polibenzimidazol, ou PBI. 
Quando se põe fogo num tecido como esse, a quantidade liberada de nitrgênio inibe a ação das chamas, evitando que elas se propaguem. Um tecido anti-fogo ainda mais revolucionário éo Trevira CS, produto da Hoescht. é feito com um polímero fosforado, que atua como um escudo contra o calor. O fosforo reage ao fogo absorvendo o oxigênio, sem o qual não existe combustão. Mas as vantagens dessas fibras resistentes ao fogo, não se destinam apenas ao corpo humano. Atualmente são feitos com elas tecidos para forrar movéis de hotéis, escolas, escritórios, e até objetos de uso de bebês-medida de segurança nos EUA, no Japão e alguns países da Europa. Seu emprego em aviões já mostrou o que vale. A 31 de agosto de 1988, um Boeing 727 da empresa americana Delta, caiu em Dallas. Embora um incêndio tenha consumido boa parte do avião, os passageiros sobreviveram graças aos novos tecidos usados na forração dos assentos, que retardaram a ação do fogo, dando tempo para que as pessoas pudessem escapar.
 
 


TESTE ANTI-FOGO COM FIBRAS    DERIVADAS DE POLIAMIDAS


     TECIDOS SINTÉTICOS BIODEGRADÁVEIS 

Todos os fios sintéticos são resistentes às traças, bem como a outros parasitos, ao contrário das fibras naturais. A biotecnologia está entrando nesta área no desenvolvimento de um tecido que, ao ser descartado, sofra com o tempo um processo natural de destruição, ou uma biodegradação, como acontece com as fibras naturais. Então, quem começou copiando a natureza, como a Engenharia Química, terá superado seu modelo, ao imitá-la no que tem de melhor.

       O ALGODÃO QUE JÁ NASCE COLORIDO

Embora tenha séculos de uso, o algodão é uma fibra eterna. Até agora, para se obter fibras de algodão coloridas, era necessário recorrer a processos de tinturaria. A bióloga americana Sally V. Fox, da Universidade Politécnica da Califórnia, desenvolveu um método de cultivo para obter fibras de algodão coloridas de forma natural, que evita a utilização dos processos de tingimentos comuns, caros e poluentes. Este método  oferece também a vantagem de produzir fibras cujas cores se intensificam com as lavagens e resistem ao uso de sabões. Sally combinou pólens de diversas florese cruzou sementes de vários tipos de algodão, obtendo fibras de cores marrom e verde, bem como oito tonalidades diferentes, baseadas na combinação de ambas.  A Empresa Monsanto de biotecnologia está investindo pesado no desenvolvimento do algodão colorido, e vem obtendo excelentes resultados.


           ALGODÃO COLORIDO DA MONSANTO
 

        FIBRAS COM PROTETORES SOLARES

  Na Austrália alguns químicos  estão também se dedicando à descoberta de novas fibras, que também prometem revolucionar a moda, principalmente a moda praia. Michael Pailthorpe, da Universidade de sidney, descobriu uma substância, que, aplicada ao tecido, proporciona uma proteção muito maior que a dos bronzeadores.

                   FIBRAS ANTI-STRESS

A empresa têxtil italiana Lineapiú criou, juntamente com a alemã Basf, o relax, uma fibra "terapêutica", que, segundo seus criadores, é capaz de aliviar alguns tipos de dores de cabeça, melhorar o apetite ou eliminar o cansaço de um dia estressante. Trata-se de um fio de filamento contínuo de poliéster ao qual se intercala um filamento de carbono, que tem a capacidade de evitar as cargas estáticas, bastante comuns em tecidos sintéticos, produzido dessa forma uma sensação relaxante.
Aplicadas a uma peça de uso diário, essas fibras de carbono funcionam como uma tela protetora contra as ondas eletromagnéticas existentes na atmosfera e que são responsáveis, em boa parte, pelas enxaquecas.
 
 
 
 
 
 

 


 


 
 

                              NOVOS SINTÉTICOS MAIS UTILIZADOS
 
 

NOME
NOME TÉCNICO FABRICANTE PROPRIEDADES EMPREGO
CLEVYL POLIAMIDA RHODIA RETARDA A AÇÃO DO FOGO ROUPAS DE PILOTOS, BOMBEIROS, ETC...*
CORDURA NYLON POLIAMIDA  DU PONT GRANDE RESISTÊNCIA MALAS, FILTROS INDUSTRIAIS
DACRON POLIÉSTER DUPONT RESISTÊNCIA AO CALOR E A PRODUTOS QUÍMICOS CORREIAS DE MOTORES
KEVLAR ARAMIDA DU PONT EXTREMA RESISTÊNCIA COLETES À PROVA DE BALAS
NOMEX POLIAMIDA DU PONT RETARDA A AÇÃO DO FOGO* ROUPAS DE PILOTOS, BOMBEIROS, METALÚRGICOS, ETC...*
TEFLON FLUORCARBONO DU PONT ANTI-ADERENTE, GRANDE RESISTÊNCIA CAIXAS D ÁGUA,
VESTIMENTAS INDUSTRIAIS
TREVIRA CS POLIÉSTER HOESCHT RETARDA A AÇÃO DO FOGO FORRAÇÃO DE MÓVEIS, CORTINAS, ASSENTOS, ETC...
TREVIRA MICRONESSE POLIÉSTER HOESCHT SUÁVEL AO TOQUE, NÃO RETÉM UMIDADE** VESTUÁRIO EM GERAL
TYVEK POLIETILENO DU PONT IMPERMEÁVEL À PARTÍCULAS SÓLIDAS VESTIMENTAS INDUSTRIAIS

* Até a criação destas fibras, na confecção de roupas que exigissem grande resistência ao fogo, era  utilizado o amianto, porém por ter sido comprovada a sua ação cancerígena, a produção e comercialização do amianto foi proibido na maior parte dos países.

** O processo de impermeabilidade e não retenção de umidade (transpiração), é demostrado abaixo:

                AÇÃO IMPERMEABILIZANTE            NÃO RETENÇÃO DA TRANSPIRAÇÃO
                                             AÇÃO IMPERMEABILIZANTE    NÃO RETENÇÃO DA TRANSPIRAÇÃO

 


 
 

É bom saber...
 

  Que no Egito Antigo, era o linho que cobria os corpos das pessoas, do nascimento à tumba. No dia-a-dia, os homens usavam uma tanga sumária, e as mulheres, uma túnica longa.As túnicas gregas eram feitas principalmente de algodão e linho, sendo que o linho era utilizado pelas classes mais privilegiadas como a dos nobres e religiosos, e o algodão pelas classes menos favorecidas como os pobres e os escravos. Mas podiam também ser de lã ou mesmo seda, importada da China.
E nào eram brancas, como fizeram crer as esculturas clássicas, embranquecidas pelo tempo. Pesquisas posteriores indicam que os trajes gregos eram coloridaos e estampados, exceto os usados pelos pobres.

Que os romanos tomaram emprestado dos gregos o estilo das roupas, mas com uma diferença que viria a se tormnar característica: o uso da toga, cuidadosamente drapeada ao redor do corpo. A toga (ou estola para as mulheres), era usada esssencialmente pelas classes superiores, sobretudo pelos senadores, que sempre a usavam branca. Os aspirantes a cargos públicos também usavam brancas ou cândidas, de onde origina-se a palavra candidato.

Que com a invasão de Roma pelos povos bárbaros e a subsequente queda do Império do Ocidente em 476 D.C, Bizâncio, também chamada de Constantinopla, passou a ser a sede do governo. A simplicidade dos ttrajes romanos deu então lugar ao luxo oriental, repleto de bordados com fios de ouro, prata e pedrarias, como os que se vê nos mosaicos do imperaqdor Justiniano e sua esposa Teodora. Conta a lenda que Teodora teria ficado especialmente encantada com a seda trazida da China. E mandou dois monges pregar o Evangelho no Extremo Oriente, desde que, na volta, trouxessem peças daquele tecido. Eles acabarm trazendo, também, bichos-da-seda dentro de um cajado oco.

  Que no peródo pós-cruzadas, princípio da Idade Média, começa o desenvolvimento do Mercantilismo e a ascensão de uma nova classe social: a burguesia. Enriquecidos com o comércio dos produtos orientais, os burgueses começam a copiar a roupa dos nobres: longas túnicas de tecidos finos, com mangas compridas e abertas. A corte de Borgonha era o modelo que, incomodada ocom as cópias, começou a se diferenciar, criando túnics masculinas cada vez mais curtas, ancestrais do paletó. Era portanto, o início da moda como a conhecemos. As roupas femininas não tiveram significativa mudanças, mas as mascukinas foram ficando cada vez mais curtas, deixando as pernas à mostra, vestidas com meias justas de lã. Chegou-se ao supremo escândalo de  revelar as partes pudentas, devidamente acondicionadas no chamado "codpiece", ou "porta-pênis".

Que no período do Renascimento , século XVI, contina o fascínio pelos tecidos nobres, como o veludo e a renda. As roupas ficam superenfeitadas, o que pode ser notado nos retratos da rainha Elizabeth.

Que no final do século XVIII, a Revolução Francesa deu um basta no luxo e ostentação. Nessa época, o tecido da moda era o algodão.A Índia, grande produtora de algodão, era colônia britânica, e os ingleses ditavam modacom esse tecido confortável. Na França, essa anglomania revelou-se na forma de vestidos de inspiração greco-romana, tão fluídos e leves, que chegavam à transparência. As vezes, o tecido chegava a ser umedecido para colar ao corpo, imitando as pregas das estátuas clássicas. Foi uma época de muitas mortes femininas por pneumonia.

  Que a Revolução Industrial, no século XIX, trouxe tecelagens industriais e uma divisão clara entre roupa de trabalho e alta-costura. O  homem, cujas roupas eram mais elaboradas do que as feminina, deixa de se enfeitar. Já a mulher burguesa, que não trabalha, torna-se um bibelô: ela mostra o poderio do homem que a sustenta por meio de seu rico vestuário, constituído por saias imensas sustentadas por armações chamadas de crinolinas.

  Que o século XX ttraz os tecido sintéticos derivados do petróleo. A primeira fibra sintética, o nylon (poliamida), foi descoberto em 1935. Nos anos 40 surgiram as meias de nylon, substituindo as de seda. No entanto, durante a II Guerra Mundial, o nylon era quase todo empregado na confecção de pára-quedas e tendas de campanha. Para parecer que usavam o artigo tão cobiçado, as mulheres chegavam a riscar a perna com um lápis preto, imitando a costura que caracterizava as primeiras meias.

Que nos anos 60, com a chegada do homem à Lua, surgem as roupas de inspiração futurista. Para estilistas como André Courreges, Paco Rabanne e Pierre Cardin, o futuro seria  vestido por roupas geométricas e estruturadas, feitas de metal, plástico, ou fibras sintéticas. Para o bem do conforto essa tendência não se confirmou. Os novos sintéticos buscam ikmitar a leveza das fibras naturais eo os estilistas projetam roupas fluídas, de caimento perfeito, confeccionadas com microfibras cada vez mais finas e sofisticadas.
 

É bom recordar...

Que a primeira máquina de costura foi inventada por Isaac Merrit Singer. Em 1850, tomou emprestado 40 dólarese, numa e, numa oficina na cidade de Boston, nos EUA, construiu a primeira máquina de costura prática, de uso doméstico. Um ano depois, a I.M. Singer&Company já era uma fábrica própria, com uma produção significativa para a época.

Que os primeiros moldes de papel são do início do século XIX. A informação consta da enciclopédia Eureka! Uma História de Invenções, de Edward de Bono. Obras exclusivamente dedicadas ao assunto surgiram em 1822 - com a revista inglesa "The Taylor's Friendly Instructor. A partir daí, o número de revistas femininas de moldes cresceu muito. No início, eles eram reduzidos, mas a partir de 1840, passaram a aparecer em tamanho natural.No Brasil a moda demorou a chegar. O precurssor foi Gil Brandão, que revolucionou o mercado nacional em 1959 com a publicação de seus moldes nas páginas do Jornal do Brasil. Pouco depois surgiu a revista Figurino Modernoe, em seguida Manequim.
 

É bom lembrar...

  Que quando comprarmos qualquer espécie de artigo de vestuário, devemos nos preocupar ( assim como nos preocupamos com a cor) com a composição de tal artigo, pois cada fibra têxtil tem particularidades e comportamentos físico-químicos próprios, que podem ou não ser compatíveis com o nosso organismo e nosso tipo de vida.
É muito importante que conheçamos a linguagem própria de cada fibra; usar fibras que não estejam em harmonia com o nosso organismo e personalidade, podem trazer sérios riscos à nossa saúde física e mental.

Que o linho tem propriedadas terapêuticas. Experiências feitas num hospital suiço, mostraram que, doentes que tiveram suas camas cobertas com artigos 100% linho, tiveram índice de  recuperação muito maior do que aqueles que não tiveram...
 
 

                      A LINHA E O LINHO ( GILBERTO GIL)
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando, ponto a ponto nosso dia-a-dia

E fosse aparecendo aos poucos o nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria 
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da paixão

A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha  de mesa
Reproduzidos no bordado, a casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza