Quando na década de 60, do século
XX, André Courréges e Paco Rabanne lançaram roupas
confeccionadas de material plástico e fibras sintéticas,
numa proposta arrojadamente futurista, acreditavam que alí, expostos
sobre suas modelos encontravam-se o que de mais moderno havia em Tecnologia
Têxtil. Na televisão, "National Kid" ainda não usava
roupas com elastano, tampouco a "Barbarella" de Roger Vadin, apesar de
usarem malhas. Esses dois personagens da riquíssima salada cultural
desta década, apesar de ícones de toda uma geração,
nem de longe podiam servir de termômetro à revolução
que os japoneses fariam na moda, através do aprofundamente das pesquisas
sobre as fibras químicas, que conduziriam à criação
da microfibra ou microfilamento.Todos os sintéticos consumidos até
então, principalmente o poliéster, eram desconfortáveis,
calorentos e sem caimento, principalmente em versão de tecido plano.Os
homens trajando camisa "Volta ao Mundo", associada à calça
de Tergal, junto às mulheres com seus twin-sets de Banlon, tentavam
manter a elegância quase impossível, em função
do desconforto proporcionado pelo uso destas fibras. A microfibra veio
redimir as fibras químicas sintéticas, dando início
à criação da 3ª Geração de Fibras
Têxteis.
Com a microfibra o supostamente impossível aconteceu: A fibra química sintética começa a ocupar um lugar de destaque na moda mundial: -Microfibras que compõem os Tecidos Inteligentes -Microfibras que deixam passar a transpiraçãO - Que esquentam no frio e resfriam no calor - Microfibras que são confeccionadas com chips que monitoram nosso sistema orgânico - Microfibras que são perfumadas, germicidas e bactericidas. A Engenharia Genética, junto ao Projeto Genoma, por outro lado, conduziram as fibras naturais a um admirável mundo novo. E Assim Caminha a Humanidade - quando pensamos que tudo já foi criado, surge mais uma novidade...
AS FIBRAS BRILHOSAS DOS
É de conhecimento generalizado que o
elemento responsável pelo brilho da fibra é a sua forma;
quanto mais lisa e circular for a fibra, mais brilho apresentará.
Por isso, as fibras fabricadas em laboratório briham mais que as
fibras naturais (a seda é uma exceção).
A FANTÁSTICA ROUPA DO SUPER-HOMEM "Os químicos procuram reproduzir em laboratório as propriedades excepcionais da teia de aranha" O kevlar, uma fibra sintética originada
do poliamida tão forte quanto o aço e de grande resistência
a impactos, utilizado na fabricação do coletes à prova
de balas, poderá ser substituído por um fio de aspecto vulnerável,
mas que figura entre os materiais mais fortes da natureza: "a teia de aranha".
CABRA COM ARANHA Você consegue apontar qualquer semelhança
entre uma cabra e uma aranha? Bem, pelo menos nos laboratórios de
uma empresa de biotecnologia canadense as duas espécies têm
sim, algo em comum: a produção de teia. Isso memo, a mesmíssima
teia com graus de qualidade e resistência semelhantes. Parece
imaginação, mas o serviço noticioso da televisão
britânica BBC, anunciou que cientistas daquele país, conseguiram
isolar o gene da aranha responsável pela síntese da
proteína usada na fabricação dos fios das teias e
implantá-los no DNA da cabra. O resultado foi a criação
de um animal que terá a função fabricar teias de aranha
em larga escala, por mais exótico que ossa parecer. Com a alteraçào
genética, a empresa de biotecnologia Nexia pretende que as cabras
produzam um leite rico em proteínas de aranha que possam ser processadas
e transformadas em fibras semelhantes às produzidas pelos aracnídeos,
material reconhecido como extremamente forte e flexível. Animais
transgênicos e clonados não são novidade. Em
1998, a própria Nexia, produziu sua primeira cabra geneticamente
modificada para sintetizar uma proteína humana. Um ano depois foi
a vez de os cientistas partirem para a clonagem e criare em laboratório
3 cabritinhos. Agora com Webster e Peter, as recém- criadas matrizes
com genes de aranha, associaram os dois processos e esperam os resultados
das experiências.
Em breve deverão nascer os primeiros filhotes com a nova característica incorporada biologicamente. Os cientistas poderão conferir se o leite produzido pelas cabras apresenta as qualidades já comprovadas em testes de laboratório, quando células mamárias isoladas in vitro produziram as proteínas do fio da teia de aranha. A dupla Webster e Peter representa o primeiro passo na direção de se produzirem as fibras em dimensões industriais, de acordo com a Nexia. É inviável cultivar aranhas como se faz como o bicho da seda por seu comportamento naturalmente agressivo. Já se tentaram experimentos com bactérias e outros seres vivos para produzir artificialmente as teias, sem resultado. Mas afinal para que serve tanta teia de aranha? Essa fibra é apontada como um dos mais fortes, leves e flexíveis materiais conhecidos na natureza. Tanto que a Nexia, batizou o produto a ser obtido do leite das cabras como BioSteel ou aço biológico. Para a empresa pode ser uma verdadeira mina de ouro, pois seus dirigentes acreditam que o produto, além de ser usado em situações que exijam força, leveza e resistência, como construçào de aeronaves, pode ter aplicações médicas.PETER E WEBSTER: CABRITOS COM GENE Por ser um composto de proteínas compatível com o corpo humano, a fibra poderia ser utilizada, por exemplo, na fabricação de tecidos artificiais, como tendões. As promessas são muitas, mas os cientistas da Nexia, ainda têm um grande desafio pela frente. Eles ainda não sabem direito como vão conseguir tirar as proteínas que estão no leite e transformá-las em fibras. É uma situação semelhante à de dezenas de outros laboratórios que produzem porcos, bezerros, e ovelhas, como potenciais fábricas vivas de medicamentos ou de órgãos para transplantes, mas engatinham nas técnicas de produção.
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TECIDOS QUE EVITAM ODORES E PROMOVEM
AÇÃO ANTI-BACTERICIDA A Pirituba Têxtil criou um tecido, que
mistura uma microfibra criada por eles, com um fibra de Acetato da
Celanese. O resultado foi um tecido que evita odores e têm ação
protetora contra fungos e bactérias, ação essa que
acompanha toda a vida útil do material. O público alvo da
empresa é o setor médico, porém nos Estados Unidos
as pesquisas apontam para a confecção de peças de
roupas que têm contato direto com partes do corpo onde a ação
de microorganismos é mais intensa, como os pés, um exemplo
deste tipo de roupa são as "meias anti-chulé".
O COMPUTADOR DE VESTIR As chamadas Smart Clothings não são
oriundas das pranchetas dos grandes designs, mas dos laboratórios
sofisticadíssimos do MIT(Massachussets Institute of Technology).
Um de seus objetivos é aumentar a capacidade sensorial do usuário:
a roupa pode, por exemplo, detectar objetos a distância, evitando
o contato ou colisão. O pesquisador do MIT, Steve Mann deu um passinho
além, está criando a "smart underwear" - uma roupa de dormir
com sensores (por enquanto, nada confortáveis), que permitem controlar
a temperatura no quarto em função das alteração
na temperatura corporal. Muito do desenvolvimento dos computadores "vestíveis"originou-se
da área militar. Um dos melhores exemplos é a Georgia Tech
Wearable Motherboard, criada pela Universidade da Geórgia dos Estados
Unidos. É uma camiseta protetora cujo nome em inglês, sugere
algo como mãe "portátil".
TECIDOS PERFUMADOS, VITAMINADOS,
A empresa japonesa Kanebo, na década passada, criou um tecido chamado "Esprit de Fleur", baseado numa técnica de microencapsulação para liberar perfume das fibras. Microcápsulas aderidas às fibras quebram gradualmente durante o uso, liberando perfume, de modo que o seja duradouro. Vitamina C, extratos nutritivos, hidratantes, repelentes de insetos e até medicamentos, como substâncias calmantes para insones, poderiam ser incorporadas a esses novos tecidos. TECIDOS TÉRMICOS Cientistas da Nasa, agência espacial americana, estão desenvolvendo um tecido (um dos poucos que merce verdadeiramento o nome de inteligente), que tem a capacidade de resfriar no calor e aquecer no frio, graças a uma substância chamada polietilenoglicol, que se funde a 20°C resfriando-se e se solidifica a baixas temperaturas emitindo calor. O TECIDO QUE TRANSPIRA Ele se chama Coolmax, é produzido pela
Du Pont, e tem como proposta ser o primeiro tecido cientificamente projetado
para satisfazer as necessidades de performance e conforto dos atletas.
SINTÉTICOS QUE NÃO PEGAM FOGO A roupa que salvou a vida do piloto Gerhard
Bergard é feita de uma poliamida aromática que a Du Pont
vende com o nome de Nomex e a Rhodia como Clevyl. Um tipo diferente de
polímero é o polibenzimidazol, ou PBI.
Todos os fios sintéticos são resistentes às traças, bem como a outros parasitos, ao contrário das fibras naturais. A biotecnologia está entrando nesta área no desenvolvimento de um tecido que, ao ser descartado, sofra com o tempo um processo natural de destruição, ou uma biodegradação, como acontece com as fibras naturais. Então, quem começou copiando a natureza, como a Engenharia Química, terá superado seu modelo, ao imitá-la no que tem de melhor. O ALGODÃO QUE JÁ NASCE COLORIDO Embora tenha séculos de uso, o algodão é uma fibra eterna. Até agora, para se obter fibras de algodão coloridas, era necessário recorrer a processos de tinturaria. A bióloga americana Sally V. Fox, da Universidade Politécnica da Califórnia, desenvolveu um método de cultivo para obter fibras de algodão coloridas de forma natural, que evita a utilização dos processos de tingimentos comuns, caros e poluentes. Este método oferece também a vantagem de produzir fibras cujas cores se intensificam com as lavagens e resistem ao uso de sabões. Sally combinou pólens de diversas florese cruzou sementes de vários tipos de algodão, obtendo fibras de cores marrom e verde, bem como oito tonalidades diferentes, baseadas na combinação de ambas. A Empresa Monsanto de biotecnologia está investindo pesado no desenvolvimento do algodão colorido, e vem obtendo excelentes resultados.
FIBRAS COM PROTETORES SOLARES Na Austrália alguns químicos estão também se dedicando à descoberta de novas fibras, que também prometem revolucionar a moda, principalmente a moda praia. Michael Pailthorpe, da Universidade de sidney, descobriu uma substância, que, aplicada ao tecido, proporciona uma proteção muito maior que a dos bronzeadores. FIBRAS ANTI-STRESS A empresa têxtil italiana Lineapiú
criou, juntamente com a alemã Basf, o relax, uma fibra "terapêutica",
que, segundo seus criadores, é capaz de aliviar alguns tipos de
dores de cabeça, melhorar o apetite ou eliminar o cansaço
de um dia estressante. Trata-se de um fio de filamento contínuo
de poliéster ao qual se intercala um filamento de carbono, que tem
a capacidade de evitar as cargas estáticas, bastante comuns em tecidos
sintéticos, produzido dessa forma uma sensação relaxante.
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NOVOS SINTÉTICOS MAIS UTILIZADOS
NOME |
NOME TÉCNICO | FABRICANTE | PROPRIEDADES | EMPREGO |
CLEVYL | POLIAMIDA | RHODIA | RETARDA A AÇÃO DO FOGO | ROUPAS DE PILOTOS, BOMBEIROS, ETC...* |
CORDURA NYLON | POLIAMIDA | DU PONT | GRANDE RESISTÊNCIA | MALAS, FILTROS INDUSTRIAIS |
DACRON | POLIÉSTER | DUPONT | RESISTÊNCIA AO CALOR E A PRODUTOS QUÍMICOS | CORREIAS DE MOTORES |
KEVLAR | ARAMIDA | DU PONT | EXTREMA RESISTÊNCIA | COLETES À PROVA DE BALAS |
NOMEX | POLIAMIDA | DU PONT | RETARDA A AÇÃO DO FOGO* | ROUPAS DE PILOTOS, BOMBEIROS, METALÚRGICOS, ETC...* |
TEFLON | FLUORCARBONO | DU PONT | ANTI-ADERENTE, GRANDE RESISTÊNCIA | CAIXAS D ÁGUA,
VESTIMENTAS INDUSTRIAIS |
TREVIRA CS | POLIÉSTER | HOESCHT | RETARDA A AÇÃO DO FOGO | FORRAÇÃO DE MÓVEIS, CORTINAS, ASSENTOS, ETC... |
TREVIRA MICRONESSE | POLIÉSTER | HOESCHT | SUÁVEL AO TOQUE, NÃO RETÉM UMIDADE** | VESTUÁRIO EM GERAL |
TYVEK | POLIETILENO | DU PONT | IMPERMEÁVEL À PARTÍCULAS SÓLIDAS | VESTIMENTAS INDUSTRIAIS |
* Até a criação destas fibras, na confecção de roupas que exigissem grande resistência ao fogo, era utilizado o amianto, porém por ter sido comprovada a sua ação cancerígena, a produção e comercialização do amianto foi proibido na maior parte dos países.
** O processo de impermeabilidade e não retenção de umidade (transpiração), é demostrado abaixo:
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AÇÃO IMPERMEABILIZANTE | NÃO RETENÇÃO DA TRANSPIRAÇÃO |
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AÇÃO IMPERMEABILIZANTE | NÃO RETENÇÃO DA TRANSPIRAÇÃO |
Que no Egito
Antigo, era o linho que cobria os corpos das pessoas, do nascimento à
tumba. No dia-a-dia, os homens usavam uma tanga sumária, e as mulheres,
uma túnica longa.As túnicas gregas eram feitas principalmente
de algodão e linho, sendo que o linho era utilizado pelas classes
mais privilegiadas como a dos nobres e religiosos, e o algodão pelas
classes menos favorecidas como os pobres e os escravos. Mas podiam também
ser de lã ou mesmo seda, importada da China.
E nào eram brancas, como fizeram crer as esculturas clássicas,
embranquecidas pelo tempo. Pesquisas posteriores indicam que os trajes
gregos eram coloridaos e estampados, exceto os usados pelos pobres.
Que os romanos tomaram
emprestado dos gregos o estilo das roupas, mas com uma diferença
que viria a se tormnar característica: o uso da toga, cuidadosamente
drapeada ao redor do corpo. A toga (ou estola para as mulheres), era usada
esssencialmente pelas classes superiores, sobretudo pelos senadores, que
sempre a usavam branca. Os aspirantes a cargos públicos também
usavam brancas ou cândidas, de onde origina-se
a palavra candidato.
Que com a invasão
de Roma pelos povos bárbaros e a subsequente queda do Império
do Ocidente em 476 D.C, Bizâncio, também chamada de Constantinopla,
passou a ser a sede do governo. A simplicidade dos ttrajes romanos deu
então lugar ao luxo oriental, repleto de bordados com fios de ouro,
prata e pedrarias, como os que se vê nos mosaicos do imperaqdor Justiniano
e sua esposa Teodora. Conta a lenda que Teodora teria ficado especialmente
encantada com a seda trazida da China. E mandou dois monges pregar o Evangelho
no Extremo Oriente, desde que, na volta, trouxessem peças daquele
tecido. Eles acabarm trazendo, também, bichos-da-seda dentro de
um cajado oco.
Que no peródo
pós-cruzadas, princípio da Idade Média, começa
o desenvolvimento do Mercantilismo e a ascensão de uma nova classe
social: a burguesia. Enriquecidos com o comércio dos produtos orientais,
os burgueses começam a copiar a roupa dos nobres: longas túnicas
de tecidos finos, com mangas compridas e abertas. A corte de Borgonha era
o modelo que, incomodada ocom as cópias, começou a se diferenciar,
criando túnics masculinas cada vez mais curtas, ancestrais do paletó.
Era portanto, o início da moda como a conhecemos. As roupas femininas
não tiveram significativa mudanças, mas as mascukinas foram
ficando cada vez mais curtas, deixando as pernas à mostra, vestidas
com meias justas de lã. Chegou-se ao supremo escândalo de
revelar as partes pudentas, devidamente acondicionadas no chamado "codpiece",
ou "porta-pênis".
Que no período
do Renascimento , século XVI, contina o fascínio pelos tecidos
nobres, como o veludo e a renda. As roupas ficam superenfeitadas, o que
pode ser notado nos retratos da rainha Elizabeth.
Que no final do século
XVIII, a Revolução Francesa deu um basta no luxo e ostentação.
Nessa época, o tecido da moda era o algodão.A Índia,
grande produtora de algodão, era colônia britânica,
e os ingleses ditavam modacom esse tecido confortável. Na França,
essa anglomania revelou-se na forma de vestidos de inspiração
greco-romana, tão fluídos e leves, que chegavam à
transparência. As vezes, o tecido chegava a ser umedecido para colar
ao corpo, imitando as pregas das estátuas clássicas. Foi
uma época de muitas mortes femininas por pneumonia.
Que a Revolução
Industrial, no século XIX, trouxe tecelagens industriais e uma divisão
clara entre roupa de trabalho e alta-costura. O homem, cujas roupas
eram mais elaboradas do que as feminina, deixa de se enfeitar. Já
a mulher burguesa, que não trabalha, torna-se um bibelô: ela
mostra o poderio do homem que a sustenta por meio de seu rico vestuário,
constituído por saias imensas sustentadas por armações
chamadas de crinolinas.
Que o século
XX ttraz os tecido sintéticos derivados do petróleo. A primeira
fibra sintética, o nylon (poliamida), foi descoberto em 1935. Nos
anos 40 surgiram as meias de nylon, substituindo as de seda. No entanto,
durante a II Guerra Mundial, o nylon era quase todo empregado na confecção
de pára-quedas e tendas de campanha. Para parecer que usavam o artigo
tão cobiçado, as mulheres chegavam a riscar a perna com um
lápis preto, imitando a costura que caracterizava as primeiras meias.
Que nos anos 60, com
a chegada do homem à Lua, surgem as roupas de inspiração
futurista. Para estilistas como André Courreges, Paco Rabanne e
Pierre Cardin, o futuro seria vestido por roupas geométricas
e estruturadas, feitas de metal, plástico, ou fibras sintéticas.
Para o bem do conforto essa tendência não se confirmou. Os
novos sintéticos buscam ikmitar a leveza das fibras naturais eo
os estilistas projetam roupas fluídas, de caimento perfeito, confeccionadas
com microfibras cada vez mais finas e sofisticadas.
É bom recordar...
Que a primeira máquina
de costura foi inventada por Isaac Merrit Singer. Em 1850, tomou emprestado
40 dólarese, numa e, numa oficina na cidade de Boston, nos EUA,
construiu a primeira máquina de costura prática, de uso doméstico.
Um ano depois, a I.M. Singer&Company já era uma fábrica
própria, com uma produção significativa para a época.
Que os primeiros moldes
de papel são do início do século XIX. A informação
consta da enciclopédia Eureka! Uma História de Invenções,
de Edward de Bono. Obras exclusivamente dedicadas ao assunto surgiram em
1822 - com a revista inglesa "The Taylor's Friendly Instructor. A partir
daí, o número de revistas femininas de moldes cresceu muito.
No início, eles eram reduzidos, mas a partir de 1840, passaram a
aparecer em tamanho natural.No Brasil a moda demorou a chegar. O precurssor
foi Gil Brandão, que revolucionou o mercado nacional em 1959 com
a publicação de seus moldes nas páginas do Jornal
do Brasil. Pouco depois surgiu a revista Figurino Modernoe, em seguida
Manequim.
É bom lembrar...
Que quando comprarmos
qualquer espécie de artigo de vestuário, devemos nos preocupar
( assim como nos preocupamos com a cor) com a composição
de tal artigo, pois cada fibra têxtil tem particularidades e comportamentos
físico-químicos próprios, que podem ou não
ser compatíveis com o nosso organismo e nosso tipo de vida.
É muito importante que conheçamos a linguagem própria
de cada fibra; usar fibras que não estejam em harmonia com o nosso
organismo e personalidade, podem trazer sérios riscos à nossa
saúde física e mental.
Que o linho tem propriedadas
terapêuticas. Experiências feitas num hospital suiço,
mostraram que, doentes que tiveram suas camas cobertas com artigos 100%
linho, tiveram índice de recuperação muito maior
do que aqueles que não tiveram...
A LINHA E O LINHO ( GILBERTO GIL)
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha E a agulha do real nas mãos da fantasia Fosse bordando, ponto a ponto nosso dia-a-dia E fosse aparecendo aos poucos o nosso amor
A sua vida, o meu caminho, nosso amor
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